Porque investir em arte?

As artes como um todo nos proporcionam uma variedade de benefícios a serem explorados, tanto à pessoa como indivíduo como à sociedade ao seu redor. Há experiências documentadas comprovando as benesses da prática e apreciação artísticas à saúde do corpo humano, melhora de faculdades mentais como a concentração, rapidez de raciocínio, entre outras; à interação entre pessoas envolvidas na execução ou observação/audição de uma obra e ao processo de aquisição de conhecimento tendo a arte como catalisador, sendo também a arte uma aliada na crescente preocupação com a interdisciplinaridade na educação. A arte também carrega e ajuda a construir valores morais, estéticos e até políticos, sendo assim um espelho cultural do tempo e espaço na qual determinada obra é criada ou replicada.

A música, como arte predominantemente não-visual, tem acesso mais direto à imaginação, às sensações e aos sentimentos. A música induz ao movimento, melhora a comunicação, cria vínculos através da memória afetiva, acalma, ameniza a dor, fortalece a memória e promove o autoconhecimento através da introspecção.

Sem a necessidade de relacionar as vantagens de termos um corpo social constituído tanto de ouvintes quanto de executantes, é seguro dizer que a música intensifica a convivência em grupo através da performance ou auscultação coletiva, e também cria laços interpessoais através do compartilhamento de dados técnicos ou subjetivos (como impressões e sentimentos) obtidas através da audição das obras. Além disto, a música é um poderoso catalisador do aprendizado em qualquer disciplina ou nível.

Porque ter uma orquestra jovem?

A música erudita, por sua complexidade composicional e técnica, além de tornar o processo de audição, apreciação e análise mais profundo e, consequentemente, “sofisticado”, também torna a execução mais minuciosa e complexa, exigindo um tempo maior de preparo dos músicos instrumentistas envolvidos até a sua formação como profissional. Portanto grupos didáticos que realizem concertos formativos (tanto do público espectador quanto dos músicos em si, na nossa realidade brasileira) se tornam imprescindíveis neste processo. Em todo o mundo convencionou-se a prática de se manter orquestras jovens (com limite de idade variando de 23 a 30 anos) com esta finalidade.

É comum acontecer, dada a realidade socioeconômica fora das grandes capitais brasileiras, de orquestras profissionais recrutarem jovens e alunos que deveriam estar dedicando seu tempo ao estudo em conservatórios, escolas ou universidades. Seja por baixa remuneração oferecida ou mesmo pela ausência de profissionais formados necessários para o total preenchimento dos naipes.

Entre as atribuições de uma orquestra jovem estão: dar oportunidade a alunos de tocarem em uma orquestra sinfônica e difundir o repertório sinfônico em concertos didáticos. Em casos de instituições em que o orçamento permite, é estabelecida uma bolsa com o intuito de auxiliar os alunos a custear sua formação artística, eventuais deslocamentos para estas atividades, e uma mínima manutenção de seus instrumentos.

Desta forma, evita-se que jovens músicos entrem precocemente no mercado de trabalho, preservando-se a qualidade de seus estudos ao passo em que adquirem valiosa experiência como instrumentistas e adicionem sua contribuição à produção musico-cultural local, assegurando que a comunidade na qual a orquestra está inserida terá no futuro um público preparado para a música sinfônica e que os grupos profissionais de performance musical disponham dos músicos para o preenchimento das vagas.

Democratizando o acesso!

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